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Entenda agora o que é o transtorno de personalidade antissocial

Os transtornos de personalidade são condições de saúde mental que afetam a maneira como alguém pensa, percebe, sente ou se relaciona com os outros. Algumas pessoas parecem não ter consideração pelos demais e podem causar-lhes danos sem nenhum arrependimento ou sentimento de culpa. Quando esse comportamento é generalizado, podemos estar diante de um quadro conhecido como transtorno de personalidade antissocial.

Tal distúrbio é um problema particularmente desafiador, caracterizado por comportamento impulsivo, irresponsável e muitas vezes criminoso. Continue a leitura e saiba mais sobre o assunto!

O que é o transtorno de personalidade antissocial?

O transtorno de personalidade antissocial, às vezes chamado de sociopatia, é um distúrbio no qual uma pessoa constantemente não mostra respeito pelo certo e pelo errado, além de ignorar os direitos e sentimentos dos outros. Indivíduos com esse problema tendem a manipular ou tratar os outros com severidade, indiferença ou insensibilidade. Eles não mostram culpa ou remorso por seu comportamento.

Quem sofre com o transtorno de personalidade antissocial frequentemente viola a lei, tornando-se um criminoso. Eles podem mentir, comportar-se violenta ou impulsivamente e ter problemas com o uso de drogas e álcool. Devido dessas características, as pessoas com esse distúrbio normalmente não podem cumprir responsabilidades relacionadas à família, trabalho ou escola.

Quais são os sintomas?

Os sinais e sintomas de transtorno de personalidade antissocial podem incluir:

  • desconsideração pelo certo e o errado;
  • mentira persistente ou engano para explorar outras pessoas;
  • insensibilidade, cinismo e desrespeito com os outros;
  • usa do charme ou inteligência para manipular os demais para ganho ou prazer pessoal;
  • senso de superioridade e arrogância;
  • problemas recorrentes com a lei, incluindo ações criminosas;
  • violação repetidamente dos direitos alheios por meio de intimidação e desonestidade;
  • impulsividade ou falha em planejar;
  • hostilidade, irritabilidade significativa, agitação, agressão ou violência;
  • falta de empatia e ausência de remorso por prejudicar os outros;
  • comportamento desnecessário de correr riscos ou perigoso, sem considerar a segurança de si mesmo ou de outras pessoas;
  • relacionamentos tumultuados ou abusivos;
  • falha em considerar as consequências negativas do mau comportamento ou aprender com elas;
  • ser consistentemente irresponsável e repetidamente falhar no cumprimento de obrigações trabalhistas ou financeiras.

Adultos com transtorno de personalidade antissocial geralmente apresentam sintomas de transtorno de conduta antes dos 15 anos. Sinais do transtorno de conduta incluem problemas sérios de comportamento persistente, como:

  • agressão a pessoas e animais;
  • destruição de propriedade;
  • enganação e desrespeito;
  • furto e roubo;
  • violação grave das regras sociais relevantes e apropriadas para a idade.

Embora o transtorno de personalidade antissocial seja considerado crônico, em alguns casos, certos sintomas — principalmente condutas destrutivas e criminosas — podem diminuir com o tempo. Entretanto, não está claro se essa redução é resultado do envelhecimento ou de uma maior conscientização das consequências do comportamento antissocial.

Como tratar o transtorno de personalidade antissocial?

O tratamento pode ser um desafio. Os portadores normalmente só procuram ajuda após muita insistência dos entes queridos. O diagnóstico só é feito após consulta com o médico psiquiatra. O tratamento pode incluir psicoterapia individual e familiar, medicações antipsicóticas e antidepressivos. A terapia pode ajudar uma pessoa a gerenciar atitudes negativas e desenvolver habilidades interpessoais que costumam não ter.

Muitas vezes, o primeiro objetivo é simplesmente reduzir comportamentos impulsivos relacionados ao transtorno de personalidade antissocial que podem levar à prisão ou danos físicos. Os medicamentos são utilizados para controlar a impulsividade, a agressividade a intolerância, entre outros sintomas. Além de tratar as demais alterações mentais que podem estar relacionadas, como ansiedade, depressão, entre outros.

Gostou do texto? Se existe a suspeita que você, um amigo ou membro da família possa ter o distúrbio, procure ajuda. Entre em contato conosco, estamos disponíveis para atendê-lo!

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Compulsividade por comprar: quando isso se torna uma doença?

Saber quando aquele gosto pelas compras se torna uma compulsividade por comprar é um verdadeiro desafio. Afinal, em meio a tantas tentações e nos dias repletos de pressão em que vivemos, ceder para “nos presentearmos” parece natural. Além disso, as lojas físicas e virtuais estão sempre oferecendo condições imperdíveis.

Mas, é preciso ficar atento, pois isso pode ser uma doença com graves consequências para a vida do paciente: mais do que causar prejuízos financeiros, essa compulsividade pode esconder problemas mais sérios, como transtorno afetivo bipolar, ansiedade ou depressão.

Afinal, quando o prazer em comprar vira uma doença? Como buscar um diagnóstico e um tratamento eficaz? É sobre isso que vamos conversar agora, acompanhe!

Os sintomas da compulsividade por comprar

Se você ainda não acredita que o prazer de encher sacolas é uma doença, saiba que isso até tem nome: oniomania (ou Transtorno de Compras Compulsivas — TCC).

Dentre as características mais comuns de quem apresenta o distúrbio, é possível citar:

  • o descontrole financeiro: afinal, a pessoa compra, na maioria das vezes, por impulso, sem fazer nenhum tipo de planejamento ou pensar nas consequências que chegarão a longo ou curto prazo — como na próxima fatura do cartão de crédito;
  • a felicidade no momento da compra: o ato de comprar está diretamente ligado a outras emoções, inclusive, àquelas negativas das quais queremos nos livrar. Ao consumir, temos uma alegria momentânea e nos esquecemos de outros problemas e tristezas;
  • as compras escondidas: um comprador compulsivo sabe, na maioria das vezes, que está passando dos limites e, provavelmente, enfrenta problemas com seus familiares devido aos seus gastos excessivos. Portanto, é comum que ele esconda suas aquisições para evitar a censura e as brigas;
  • desejo pelo consumo: quem tem esse distúrbio compulsivo não está interessado, diretamente, nos bens que adquire. A pessoa busca é o prazer gerado pelo ato de consumir. Por isso, ela compra coisas que não usa ou das quais nem se lembra, por exemplo.

As formas de vencer a compulsão

Se você se identificou com alguns desses sintomas, saiba que já está no caminho certo ao buscar este artigo, pois mostra que já trabalha no primeiro passo para vencer a compulsividade por comprar: ter autopercepção.

Admitir que o seu consumo está excessivo e traz problemas (financeiros e sociais) é fundamental para o que hábito cesse. Além disso, é preciso olhar para si mesmo de forma imparcial e respeitosa e tentar identificar o que você tem buscado preencher com essas compras.

É comprovado que, ao comprar, o nosso corpo libera endorfina, o hormônio do prazer, portanto, vale a pena se perguntar: por que estou buscando felicidade nas compras? Que vazio tento preencher? Estou utilizando as compras como estratégia para lidar com emoções negativas, como baixa autoestima ou identidade frágil?

A importância do apoio profissional

Acredite, há pessoas que têm crises de abstinência quando passam períodos sem comprar. Existem pelo mundo grupos de “devedores anônimos”, tal qual aqueles que apoiam pessoas dependentes de álcool e drogas.

Ou seja, o consumismo exacerbado deve ser levado a sério pois talvez seja um sinal indicativo de outros problemas pelos quais o indivíduo está passando, conforme já comentei.

Por isso, é fundamental uma conversa com um psicólogo ou psiquiatra, visto que a terapia é a forma mais indicada de encontrar as respostas e resolver o transtorno.

A compulsividade por compras é um problema de saúde e deve ser tratada como tal. Se você se reconheceu nos sintomas apontados neste artigo ou conhece alguém com essas características, não opte pelo conflito nem negligencie a situação.

Já que estamos falando em dependências, conheça agora como os jogos eletrônicos também podem ser um transtorno, seus sintomas e tratamento.

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Higiene do sono: você sabe o que é essa técnica e seus benefícios?

Dormir bem não é um luxo, é uma necessidade. E podemos dizer que também tem sido, cada vez mais, uma raridade, considerando a quantidade de pessoas que dormem mal ou em quantidade insuficiente.

Mas não é por estar se tornando comum que esse mal hábito deve ser ignorado. Muito pelo contrário! Trabalhar a higiene do sono vai garantir os momentos de descanso e restauração tão naturais e necessários para o corpo e a mente.

Afinal, você sabia que dormir é uma das atividades mais importantes da nossa vida? Além de atuar na capacidade de aprendizado e memória, o sono influencia a pressão arterial, frequência cardíaca e níveis de glicose.

Quer melhorar a qualidade do seu sono e, consequentemente, da sua vida? Conheça a higiene do sono!

O que é a higiene do sono?

Trata-se de uma técnica que ensina as pessoas a evitarem os fatores que prejudicam o sono, sejam eles ambientais ou externos. Atualmente, ela é considerada uma intervenção psicoeducacional, que deve ser realizada a partir das recomendações de um profissional especializado, como um psiquiatra.

Em poucas palavras, a higiene do sono é uma mudança dos hábitos com o objetivo de encontrar uma indução e uma qualidade do sono melhores.

Quais são as principais práticas da higiene do sono?

Como dito, essa técnica precisa ser realizada com o acompanhamento de um profissional, tendo em vista que é preciso conhecer o histórico e o estilo de vida do paciente, para que as melhores intervenções sejam feitas.

Além disso, é preciso estar atento ao fato de que essa higiene não vai funcionar para as pessoas que sofrem de distúrbios do sono ou outros problemas de saúde, como insônia crônica, sonolência excessiva diurna ou, até mesmo, em casos de extrema idade — quando o sono realmente sofre alterações significativas.

Entre as práticas mais comuns estão:

  • manter os mesmos horários para dormir e acordar, mesmo nos finais de semana;
  • desconectar-se completamente antes de se deitar, deixando celulares e eletrônicos fora do quarto;
  • tomar um banho quente, um chá ou leite morno, para ajudar a relaxar;
  • fazer refeições mais leves durante a noite, mas ficar atento para não dormir com fome;
  • manter uma temperatura agradável no quarto, para que o calor ou o frio não o desperte;
  • fazer atividades físicas com regularidade e, de preferência, longe do período da noite.

Alguns maus hábitos também devem ser evitados, como:

  • evitar o consumo de álcool e drogas, além da ingestão de estimulantes perto da hora de dormir;
  • ficar muito tempo na cama: assim que despertar, levante-se com animação;
  • levar preocupações para a cama — leve seus problemas para o terapeuta, não para o travesseiro;

Também é indicado que você conheça as necessidades do seu corpo para oferecer a si mesmo um sono realmente restaurador: observe por alguns dias quantas horas você precisa dormir para se sentir energizado. Na maioria dos adultos a necessidade varia entre 6 e 8 horas diárias.

Outro fator é que o nosso corpo foi feito para descansar durante a noite e manter-se em atividade durante o dia. Ou seja, acordar cedo é melhor do que dormir tarde. Respeite o seu ciclo circadiano e troque o seu horário de dormir: em vez de descansar entre 00:00 e 08:00 por exemplo, durma entre 22:00 e 06:00.

A higiene do sono é realmente eficaz quando realizada da maneira correta e acompanhada por um profissional. Respeite o seu corpo e se presenteie com esses novos hábitos. Em poucas semanas, você sentirá a diferença!

Prosseguindo com assunto, veja se vale a pena o uso da melatonina para dormir.

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Conheça o tratamento para automutilação e o que está por trás

A automutilação, também chamada de cutting (ou o ato de se cortar) é uma resposta a problemas psicológicos que pode ter consequências bastante graves. Geralmente, o paciente inflige dor física a si mesmo para “aliviar” a sensação ruim que está sentindo naquele momento.

Muito comum em adolescentes, mas também possível em adultos, a automutilação geralmente envolve cortes nos braços, abdômen ou pernas. Detectar o problema pode se tornar difícil já que essas pessoas costumam esconder os ferimentos com roupas mais fechadas.

Entender os fatores desencadeantes é fundamental para o tratamento da automutilação. Em geral, algum problema psicológico que exige atenção é o que está causando essa resposta. Portanto, é fundamental contar com a ajuda de um profissional qualificado para isso. Continue a leitura e saiba um pouco mais sobre o assunto.

O que costuma causar a automutilação?

Como outros sintomas psicossomáticos, a automutilação geralmente acontece em decorrência de algum problema que esteja impactando o paciente. Dessa maneira, é importante levar em conta o estado emocional e psicológico dessa pessoa ao avaliar o seu quadro médico.

A automutilação costuma ser uma resposta a problemas como:

  • distúrbios emocionais;
  • abuso sexual ou emocional;
  • bullying;
  • perdas significativas;
  • baixa autoestima;
  • conflitos de identidade de gênero.

Tendo em vista essas causas, é comum que o paciente não sinta que tem um problema que requer ajuda psicológica. Afinal, está praticando a automutilação porque sente que precisa ou merece passar por aquelas sensações. Portanto, é fundamental que pais e colegas sejam capazes de reconhecer os sinais.

Uma das formas de fazer isso é prestar atenção nos hábitos da pessoa. Quem está praticando a automutilação costuma passar longos períodos fechado no quarto ou no banheiro. Além disso, prefere o uso de roupas mais longas e fechadas para que os ferimentos não fiquem visíveis.

Como convencer alguém a buscar tratamento para automutilação?

Detectado o problema em um familiar ou colega, o principal desafio é convencer essa pessoa a respeito da importância de buscar um tratamento para automutilação.

Um dos pontos mais importantes nesse momento é não forçar o paciente a fazer algo que não deseja. Por isso, o diálogo é um recurso bastante valioso, já que é o caminho para convencer a pessoa da importância de optar pelo tratamento por vontade própria.

Também há a tendência de achar que o problema não é importante ou está sob controle. Trata-se de outra falácia que requer pulso firme de quem está lidando com o paciente para conseguir verbalizar que se trata de um quadro que exige atenção e, ao contrário do que acredita, não está sob o seu controle.

Qual é o tratamento para automutilação?

Como em vários outros problemas psicológicos, o tratamento para automutilação busca resgatar a raiz do problema para tratá-la diretamente. Assim, é possível eliminar essa resposta e solucionar o quadro do paciente.

Há casos em que a automutilação está associada a quadros severos de ansiedade e depressão. É aconselhável buscar a orientação de um psiquiatra ou psicólogo para que seja possível realizar o melhor tratamento para o quadro específico do paciente.

Outro recurso bastante útil nesse momento é a terapia cognitivo-comportamental, que pode ser usada para descobrir o que está provocando a automutilação e realizar um trabalho focado exatamente nas causas desse comportamento.

Quer ajuda nisso? Entre em contato conosco para saber mais.

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Transtorno de aprendizagem: quais os tipos e como tratar?

Um transtorno de aprendizagem traz várias dificuldades para a escolarização da criança e para o desenvolvimento de habilidades muito exigidas na vida, como a fala, a leitura, a escrita e o cálculo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem proporcionar condições para que a criança desenvolva estratégias para contornar o problema e criar alternativas viáveis.

Conhecer os transtornos de aprendizagem é muito importante para saber identificar os sinais e procurar ajuda caso necessário. Continue acompanhando e entenda mais sobre o assunto!

O que é transtorno de aprendizagem e por que é importante compreender o tema?

Os transtornos de aprendizagem são dificuldades em habilidades acadêmicas básicas (como a matemática, a escrita e a leitura), que se manifestam de forma persistente e que, em geral, têm início durante os anos de escolarização. É importante lembrar que esses acometimentos não podem ser explicados por deficiências intelectuais ou sensoriais.

O processo educacional é multifatorial, envolvendo variáveis psicológicas, sociais, culturais e ambientais. Os transtornos de aprendizagem não apresentam uma causa definida. Eles podem envolver fatores neurobiológicos, nível de estimulação e até questões psicológicas e de contexto cultural. 

Assim, na identificação de sinais de que há elementos na aprendizagem que não vão bem, é fundamental procurar apoio de profissionais habilitados, como psiquiatras e psicólogos. Compreender essa temática é essencial para apoiar a criança e fornecer a ela o amparo necessário para o enfrentamento das dificuldades encontradas.

É fundamental não culpabilizar seu filho ou a família. O importante é desenvolver estratégias junto aos especialistas para o enfrentamento do problema.

Quais são os principais transtornos de aprendizagem?

Há vários tipos de transtorno de aprendizagem. Veja quais são os principais!

Dislalia

A dislalia é um transtorno que se manifesta na fala. A principal característica é a dificuldade em articular as palavras de forma correta. A criança pode omitir letras, trocar palavras por outras parecidas, distorcer sons e falar de maneira errada. 

É importante lembrar que, quando estão aprendendo a falar, as crianças podem ter dificuldades com sons e ter algumas pronúncias incorretas. A dislalia ocorre em casos em que o quadro é persistente e prejudicial ao desenvolvimento.

Dislexia

A dislexia é um transtorno que se caracteriza pela dificuldade de ler e escrever, que também pode dificultar o desenvolvimento da habilidade de soletrar e de decodificar. Alguns dos sinais da doença são dificuldades no desenvolvimento da fala, ou manifestação tardia dessa habilidade, problemas com memorização de palavras e regras ortográficas, atraso na capacidade de leitura, falta de atenção e dispersão.

Discalculia

Discalculia é o comprometimento na habilidade de lidar com operações aritméticas e matemáticas. A compreensão e o manejo de números ficam prejudicados, havendo dificuldade de classificar, organizar e operacionalizar esses fatores.

Disgrafia

As pessoas com disgrafia têm questões com a escrita, apresentando dificuldade na formação de palavras e erros de ortografia. Pode estar associada a problemas da psicomotricidade. A criança pode ter comprometimentos para formar palavras, grafar letras largas, pequenas ou de tamanho variável, sobrepor letras, fazer um espaçamento inconsistente e ter complicações para a fluência da escrita.

Como os transtornos de aprendizagem podem ser tratados?

Para tratar os transtornos de aprendizagem, é fundamental procurar apoio de profissionais especializados. Psicólogos, psicopedagogos, neuropsicólogos e psiquiatras podem contribuir para a realização de um diagnóstico adequado e para o desenvolvimento de medidas necessárias para que a criança tenha mais qualidade de vida e possa desenvolver estratégias para o aprendizado.

Transtornos de aprendizagem são crônicos, mas é possível criar alternativas para desenvolver habilidades para o estudo. Outra questão importante é o apoio da família no enfrentamento das inseguranças e desafios que um transtorno traz para a vida. Com um trabalho multiprofissional e o amparo familiar, a criança tem melhores condições para aprender.

Como vimos, os transtornos de aprendizagem podem trazer muitas consequências para a criança, dificultando a vida escolar e comprometendo a aquisição de habilidades. Eles podem se manifestar nos níveis da escrita, da fala, da leitura e do cálculo. Para tratar um transtorno de aprendizagem, é fundamental buscar o apoio de profissionais especializados.

Gostou de aprender sobre transtorno de aprendizagem? Confira também o nosso post sobre como funciona o tratamento para a síndrome do pânico!

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4 atitudes sobre como lidar com alguém com depressão

Superar um quadro de depressão é realmente um desafio. Contudo, além da pessoa que tem a doença, seus familiares e amigos mais próximos também precisam aprender a conviver com o diagnóstico e saber como lidar com alguém com depressão.

Afinal, existe uma linha tênue entre ajudar e prejudicar o paciente — esteja ele em tratamento ou não. Esse é um momento no qual as emoções estão mais afloradas e confusas, e uma atitude equivocada ou, até mesmo, um julgamento sem a intenção de ferir, podem acabar por agravar o quadro.

Se você conhece alguém que está com depressão, leia este texto agora mesmo e veja o que pode fazer!

1. Mostre acolhimento

As crises de depressão são, geralmente, marcadas por uma tristeza profunda, choros aparentemente sem motivo e uma sensação de que o indivíduo não pertence a nada, ou seja, não se sente parte de um grupo familiar ou amigos, nem percebe a sua missão no mundo.

Para tentar amenizar esse sentimento, demonstre acolhimento e tente mostrar com exemplos claros de que essa pessoa é, sim, muito importante e querida. Convide alguns amigos para um jantar informal, chame-a para passear em algum lugar importante para ela etc. Entretanto, lembre-se de que nada pode ser forçado ou a situação pode se agravar.

2. Tenha empatia

Durante as crises de depressão, as pessoas mais próximas têm um papel fundamental. É preciso estar disponível para ouvir o que o paciente tem a dizer — mas escutar de verdade, sem julgar, interromper ou achar que está sendo feita uma tempestade em copo d’água.

Isso se chama empatia: a capacidade de se colocar no lugar do outro. Acredite, por mais absurdos que possam parecer os pensamentos e os sentimentos de um indivíduo com depressão, eles são reais e não se pode menosprezá-los.

3. Acompanhe de perto

Infelizmente, os números de casos de pacientes com depressão que terminam em suicídio não são pequenos: a pessoa pode se sentir tão angustiada que pensa que não há mais solução. Portanto, vale a pena acompanhar de perto as suas atitudes e as suas falas. Se houver desejos constantes de morrer ou outros indícios, busque ajuda.

4. Aconselhe a procura por ajuda profissional

Sem conhecimento, muitas pessoas que não têm depressão acreditam que o paciente consegue “sair dessa” sem ajuda médica, que esse é apenas um quadro passageiro de tristeza. Contudo, não é bem assim. A depressão é um distúrbio que pode durar meses ou anos e precisa de auxílio médico. Portanto, se a pessoa depressiva mostrou uma abertura para a busca de um profissional, não hesite em ajudá-la imediatamente.

Se ela não manifestou esse desejo, tente conversar, diga que compreende que a situação não é simples, mas que um profissional pode ajudá-la a ter a sua qualidade de vida novamente. Muitas vezes, inclusive, o tratamento da depressão não envolve o uso de medicamentos: conversas e mudanças de alguns hábitos podem ter efeitos transformadores.

Saber como lidar com alguém com depressão é fundamental para ajudar, por isso, muitas pessoas acabam não falando sobre o assunto com um indivíduo que sofre com a doença. Contudo, com empatia e carinho que você sempre teve, aborde o seu familiar ou amigo, diga que está ao seu lado e que vocês vão superar mais essa juntos.

Como foi mostrado ao longo deste texto, a depressão pode levar uma pessoa a pôr fim em sua vida. Então, confira a relação entre essa e outras doenças com o suicídio.

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Sintomas psicóticos: conheça 11 sinais comuns da psicose

A psicose é um transtorno mental caracterizado pela perda de conexão com a realidade, ou seja, trata-se um estado em que a pessoa percebe as coisas de uma forma diferente de como realmente são. É como se ela vivesse em dois mundos — o real e o imaginário — ao mesmo tempo, sem saber identificar cada um deles.

Apesar de ainda não serem bem compreendidas, algumas causas são apontadas, como fatores genéticos, alterações cerebrais, distúrbios hormonais ou de sono e alguns transtornos correlatos, como a esquizofrenia, depressão e transtorno bipolar, epilepsia, Alzheimer e uso de drogas.

Mas quais são os sintomas psicóticos mais comuns? Confira agora e conheça as principais formas de tratamento da psicose!

Os sintomas psicóticos

A psicose, geralmente, apresenta sintomas bastante característicos. Alguns são mais recorrentes, enquanto outros podem surgir ou não a cada episódio. Veja só!

Sintomas mais recorrentes

1. Delírios

Podemos definir os delírios como uma ilusão que a pessoa tem, principalmente de que forças externas querem o seu mal. Por exemplo, ela acredita fortemente que está sendo perseguida ou que há uma conspiração para prejudicá-la. 

2. Alucinações

Nesse caso, o indivíduo ouve vozes que não existem, além de sentir cheiros e até saborear coisas que não são reais. Ele também pode enxergar insetos, pessoas e várias outras imagens que não estão lá. As alucinações são as mais comuns, seguidas das outras 

Sintomas variáveis

Justamente por perder a conexão com a realidade, o indivíduo pode ter outras reações (tanto físicas quanto mentais) correlatas. Fique atento a alguns outros sinais e sintomas que caracterizam uma síndrome psicótica:

3. discurso desorganizado (trocando de assunto o tempo inteiro durante uma conversa);

4. comportamento desorganizado (alterando momentos de muita agitação e lentidão);

5. mudanças bruscas de humor (que se altera entre a felicidade extrema e a depressão em seguida;

6. agitação;

7. confusão mental;

8. agressividade com as outras pessoas e consigo mesmo;

9. insônia;

10. ansiedade;

11. falta de motivação.

O diagnóstico

Antes de mais nada, é preciso lembrar que apenas um profissional (um médico psiquiatra ou um psicólogo, nesse caso)  pode diagnosticar com segurança um quadro de psicose. Isso porque é preciso realizar uma investigação adequada, que vai abordar histórico familiar e de vida, relatos de comportamentos, doenças, uso de substâncias e outros fatores.

Além disso, ainda poderão ser necessários exames como ressonância magnética, tomografia computadorizada e exames de sangue — não para identificar a psicose, mas para descartar outras condições que possam estar causando uma psicose secundária.

As formas de tratamento

Infelizmente, a psicose não tem cura, mas pode ser tratada e, quando acompanhada corretamente por um profissional, entrar em remissão. Algumas opções de tratamento que ajudam a devolver a qualidade de vida ao paciente incluem:

  • uso de medicamentos antipsicóticos, que devem ser administrados da maneira indicada e serem acompanhados pelo médico, a fim de encontrar o tipo e a dosagem mais eficazes;
  • terapia psicológica, afinal, as psicoses trazem sofrimento ao paciente e é fundamental ajudá-lo a conviver com seu transtorno;
  • afastamento dos gatilhos já conhecidos, para evitar que ocorram novos episódios.

Por fim, a hospitalização pode ser necessária quando a psicose coloca em risco a vida do paciente e das pessoas ao seu redor.

Tanto a psicose quanto os sintomas psicóticos trazem grande sofrimento ao paciente. Por isso, além de ajudá-lo a buscar um profissional, é fundamental que os familiares e pessoas mais próximas não julguem e ofereçam sempre carinho e respeito. Esse apoio somado a um tratamento adequado, pode garantir uma qualidade de vida satisfatória.

Gostou deste post e deseja ajudar outras pessoas que podem estar passando por esse problema? Compartilhe o conteúdo em suas redes sociais!

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Transtornos alimentares: 3 sinais de que você precisa de tratamento

Todos os dias, estamos cercados por diferentes mensagens que impactam a maneira como nos sentimos em relação à nossa aparência. Entretanto, para alguns, a má imagem corporal pode ser sinal de um problema: distúrbio alimentar. Transtornos alimentares são condições graves relacionadas a comportamentos alimentares persistentes. Afetam negativamente a saúde, a rotina, as emoções, os relacionamentos e a autoestima.

Os distúrbios mais comuns são anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno alimentar compulsivo. Geralmente se desenvolvem na adolescência e na juventude, porém podem surgir em qualquer idade.

A maioria dos transtornos alimentares envolve muito foco no peso, na forma corporal e nos alimentos, levando a comportamentos alimentares perigosos. Esses comportamentos podem afetar significativamente a nutrição adequada do organismo, prejudicar o coração, o sistema digestivo, os ossos, os dentes, a boca, entre outros, e ainda causar outras doenças.

Continue a leitura e conheça os principais sinais para reconhecer os problemas mais frequentes!

1. Sinais de anorexia nervosa

Quem sofre de anorexia nervosa normalmente tem um medo obsessivo de ganhar peso, recusa-se a manter um peso corporal saudável e apresenta uma percepção irreal da imagem corporal. Muitas pessoas com esse problema limitam a quantidade de comida que consomem e se consideram acima do peso mesmo quando estão claramente magras.

Os sintomas e comportamentos comuns em pessoas com anorexia são:

  • perda de peso dramática;
  • vestir roupas soltas e volumosas para esconder a perda de peso;
  • preocupação constante com comida, dieta e contagem de calorias;
  • recusa para comer certos alimentos, como carboidratos ou gorduras;
  • evitar fazer refeições na frente dos outros;
  • praticar exercícios físicos intensamente;
  • parar de menstruar;
  • queixar-se de dor no estômago ou de intestino preso;
  • negar que a magreza extrema seja um problema.

2. Sinais de bulimia

Esse transtorno alimentar é caracterizado por compulsão alimentar repetida, seguida por comportamentos que compensem os excessos, como vômitos forçados, exercícios excessivos e uso abusivo de laxantes ou diuréticos.

Homens e mulheres que sofrem com bulimia podem temer o ganho de peso e se sentir infelizes com o tamanho e a forma do corpo. O ciclo de compulsão alimentar e compensação é normalmente feito em segredo, criando sentimentos de vergonha, culpa e falta de controle.

Os seguintes sinais são comuns em quem sofre de bulimia:

  • evidência de compulsão alimentar, incluindo o desaparecimento de grandes quantidades de comida em um curto espaço de tempo ou encontrar muitas embalagens vazias de alimentos;
  • práticas compensatórias, incluindo idas ao banheiro logo após as refeições e sons ou cheiro de vômito;
  • uso de laxantes ou diuréticos;
  • pular refeições ou evitar comer na frente de outras pessoas;
  • excesso de atividades físicas;
  • reclamar que é “gordo”;
  • mastigar muita goma de mascar ou usar frequentemente enxaguantes bucais;
  • fazer dieta constantemente.

3. Sinais de transtorno alimentar compulsivo

Indivíduos que sofrem de transtorno alimentar compulsivo frequentemente perdem o controle sobre sua alimentação. Porém, diferentemente da bulimia nervosa, os episódios de compulsão alimentar não são seguidos por comportamentos compensatórios, por exemplo, vômitos, jejum ou exercícios excessivos. Por causa disso, muitas pessoas que sofrem com esse mal podem ser obesas e com maior risco de desenvolver outras condições, como doença cardiovascular.

Os que lutam contra esse distúrbio também podem experimentar sentimentos intensos de culpa, angústia e constrangimento relacionados à compulsão alimentar, o que pode influenciar a progressão do distúrbio alimentar.

Quem sofre com compulsão alimentar costuma:

  • armazenar comida ou esconder grandes quantidades de alimentos em lugares estranhos;
  • demonstrar episódios de compulsão alimentar, incluindo o desaparecimento de grandes quantidades de alimentos em um curto espaço de tempo;
  • usar roupas folgadas para esconder o corpo;
  • isolar-se socialmente.

Aos surgirem alguns desses sintomas, é importante procurar ajuda. Caso haja um diagnóstico de distúrbio alimentar, é fundamental iniciar o tratamento imediatamente, uma vez que pessoas com tais sintomas sofrem maior risco de suicídio e de complicações médicas. Também podem ter outros transtornos, como depressão e ansiedade ou abuso de certas substâncias.

Os planos de tratamento para os transtornos alimentares são adaptados às necessidades individuais e costumam incluir psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e nutricional, cuidados médicos e uso de medicamentos.

Viu só como os distúrbios alimentares podem impactar nossas vidas? Caso reconheça sintomas em você ou alguém próximo, entre em contato conosco! Estamos prontos para atendê-lo!

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Surto psicótico: o que é e como lidar com ele?

Você já viu alguém ter uma alteração repentina de comportamento, com delírios, alucinações e reações desproporcionais? Trata-se de um surto psicótico — um episódio de dissociação psíquica em que a pessoa perde a noção da realidade e pode se tornar agressiva, agitada e, até mesmo, ter comportamentos que podem colocar a vida dela e a dos outros em risco.

Um assunto sério e que merece a sua atenção neste texto. Confira!

Quais são as principais características do surto psicótico?

Cientificamente falando, durante um surto como esse, a área do cérebro responsável pelas emoções e pelo prazer (o sistema límbico) tem um aumento da sua atividade, fazendo com que os pensamentos se desorganizem e as percepções se alterem.

Para quem está presenciando, o que se percebe é uma pessoa que vê a sua realidade alterada e acredita que tudo aquilo é real mesmo quando há fortes evidências de que seria impossível aquela situação existir ou acontecer. Mas engana-se quem pensa que o indivíduo tem uma “crise nervosa” e logo volta ao seu estado normal: o surto psicótico pode durar dias ou semanas, e em geral, a pessoa acometida precisa de hospitalização.

Alguns sinais são:

  • delírios (crença, ideia ou pensamento que não correspondem com a realidade), alucinações (percepção real de um objeto que não existe);
  • pensamento e/ou comportamento desordenado;
  • isolamento social;
  • aparência física descuidada.

O que fazer se você presenciar um surto psicótico?

Em primeiro lugar, praticar a compaixão e a empatia, deixando a estigmatização de lado. As pessoas que sofrem surtos psicóticos precisam ser respeitadas e merecem tratamento adequado. Se você é um parente próximo, faça contato com um profissional psiquiatra de sua confiança e ele lhe indicará o melhor caminho. Vale lembrar que, quando o indivíduo já está em tratamento, o carinho, o apoio e o respeito também são essenciais — e ajudam mais do que você pode imaginar.

Agora, se você está diante de um surto psicótico, vendo a pessoa sofrer com delírios e alucinações, algumas atitudes podem ajudar:

  • se ela já estiver em tratamento, cheque se os medicamentos foram tomados corretamente; se não foram, tente administrá-los imediatamente;
  • vigie a pessoa para que ela não se machuque ou machuque outros indivíduos;
  • retire-a de locais barulhentos, muito cheios ou conturbados;
  • não a confronte;
  • entre em contato com o médico psiquiatra.

Quais são os tratamentos mais comuns e as formas de controlar um surto psicótico?

O tratamento farmacológico mais comum para o controle dos episódios psicóticos consiste na administração de medicamentos antipsicóticos  — e devem ser utilizados apenas com orientação e acompanhamento psiquiátrico. Além disso, a psicoterapia também é indicada quando os sintomas estão em fase de remissão.

As intervenções familiares também são muito importantes para essas pessoas e atuam como ferramentas de apoio valiosas.

Além disso, um indivíduo que já apresentou um surto pode buscar orientação sobre cuidados contínuos além do uso de medicamentos. Vários profissionais podem ajudar nesse sentido, pois existem tratamentos comunitários em várias localidades destinados a esse fim. Vale a pena procurar por esse tipo de apoio perto de você!

As pessoas que sofrem com surtos psicóticos precisam de acompanhamento médico para manterem a sua saúde mental e física íntegras. Se você conhece alguém que tem apresentado esses episódios com esses sintomas, não hesite em buscar ajuda médica.

Entre em contato com a Dra. Karine Cunha, médica psiquiatra, e aumente a sua qualidade de vida (ou de quem você ama) a partir de agora!

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Vício em jogos eletrônicos: como tratar e quais os sintomas?

A indústria dos jogos eletrônicos é uma das que mais se desenvolve a cada, rivalizando até com a do cinema. No entanto, dedicar muitas horas a essa atividade pode representar um problema.

Recentemente, essa dependência em jogos eletrônicos entrou para a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11), ou seja, é identificada como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por ter sido considerado um artifício de lazer até pouco tempo atrás, é natural ter algumas dúvidas ao identificar um vício em jogos eletrônicos. Entender como ele funciona, quais os principais sintomas e de que forma o tratamento é conduzido é fundamental para afastar o risco. Veja a seguir!

Como é o vício em jogos eletrônicos?

Os jogos eletrônicos trazem benefícios, como a melhora no raciocínio lógico, na coordenação e na agilidade. No entanto, como se costuma dizer, excessos sempre pedem atenção.

Como a maioria dos outros vícios, ele se manifesta em resposta a algum outro evento. Por exemplo, jogar pode oferecer um alívio temporário para quem sofre de ansiedade ou depressão, tornando-se algo essencial para a pessoa se sentir bem. De repente, não consegue viver sem aquilo.

O vício em jogos eletrônicos se caracteriza quando começa a impactar outras áreas da vida da pessoa ou seja, se faltar no trabalho ou nos estudos, deixar de cuidar da higiene e abrir mão de outras prioridades da vida para jogar.

Como tratar essa compulsão?

Apesar de ainda não existir um tratamento específico para o vício em jogos eletrônicos, atualmente é aplicada uma solução que costuma ser usada para transtornos de impulso ou de uso de substâncias.

Em geral são utilizados medicamentos psiquiátricos associados com a psicoterapia, para tratar em paralelo os possíveis motivos psicológicos que motivaram o vício.

Um dos tipos de psicoterapia mais utilizados para esse distúrbio é o cognitivo-comportamental (TCC). É por meio dele que o paciente terá os recursos que precisa para reordenar as prioridades, lidar melhor com os sentimentos e deixar de usar os jogos eletrônicos como válvula de escape.

Quais os sintomas do vício em jogos eletrônicos?

Como ter certeza de que alguém está viciado em jogos eletrônicos ou simplesmente apenas gosta desse meio de lazer? Não se trata de uma linha tênue entre os dois, sendo possível detectar um problema grave ao buscar os sinais certos.

Conheça a seguir os principais sintomas que revelam um vício em jogos eletrônicos:

  • pouca ou nenhuma socialização;
  • alimentação deixada de lado;
  • faltas na escola ou no trabalho;
  • perda de compromissos por conta dos jogos;
  • piora na higiene.

Ao ficar de olho nesses sintomas, será possível diferenciar um vício em jogos eletrônicos de algo considerado saudável. É fundamental oferecer ajuda e apoio a amigos e familiares que exibem esses sinais, além de conduzi-los para o tratamento adequado.

Esse tipo de dependência é algo bastante sério e exige atenção médica. Ao identificar os sintomas do problema e compreender as causas, fica mais fácil caminhar em direção a uma solução. O acompanhamento psicológico é fundamental tanto durante o tratamento quanto depois dele. Com essas dicas, as dúvidas sobre vício em jogos eletrônicos ficam claras e podem ajudar qualquer pessoa a buscar o tratamento adequado.

Continue aprendendo mais sobre saúde mental aqui no blog. Veja o que é a síndrome de abstinência e quando procurar um tratamento para ela.